segunda-feira , 16 julho 2018
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História de Claro dos Poções

ORIGEM

O promissor município de Claro dos Poções começa sua história no município de Coração de Jesus, nas imediações das fazendas Santo Antônio, fazenda Cachoeira, fazenda São José (Mocambo), quando é descoberto, por volta de 1900, um local com muitas clareiras (sem vegetação) onde o gado se refugiava, também por causa dos muitos poços d’água ali existentes. Da combinação dessas características surge o nome Claro dos Poções.

POVOAMENTO

O povoamento se inicia em 1920 com a construção de cabanas, após a construção de uma pequena capela e um cemitério em terras doadas pelos fazendeiros Amâncio Juvêncio da Fonseca, Mates Pereira da Fonseca (Mates dos Poções), Joaquina Mariana da Fonseca, Bento Emídeo da Fonseca e outros. As terras doadas pelos fazendeiros passaram a ser patrimônio da igreja católica.

A primeira casa localizava-se na rua Conegundes de Freitas, de propriedade do senhor Mateus dos Poções.

SISTEMA DE ENSINO: A PRIMEIRA PROFESSORA

A primeira escola funcionou na rua João Duarte, sob a sombra de uma cagaiteira, sendo a primeira professora Djanira Calixto, que com o tempo foi substituída pela professora Gabriela Fonseca de Castro.

EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

Até 1957 o povoado ficou no esquecimento, mas pessoas como Antônio Costa Alkmim, Lisbino Marcelino de Oliveira e o deputado Arthur Fagundes contribuíram para a emancipação política.

Em dezembro de 1962 o povoado elevou-se à categoria de município, desmembrando-se de Jequitaí, nos termos da lei de emancipação 2764, de 30 de dezembro de 1962, constando das seguintes localidades: Claro dos Poções (sede), Vista Alegre (distrito) e os povoados de Pouso Alto e Boa Sorte.

O governador Magalhães Pinto nomeou para intendente o senhor Antônio Costa Alkmim para tomar as providências necessárias para a organização de município que se formava.

A instalação do município aconteceu em sessão solene no primeiro dia do mês de março de 1963.

Em junho do mesmo ano foi realizada a primeira eleição para prefeito, sendo eleito o senhor Lisbino Marceino de Oliveira juntamente com seu vice-prefeito, o senhor Altair de Jesus Santos. A posso aconteceu em janeiro de 1964.

O COMÉRCIO DA ÉPOCA

O comércio era feito em lombos de cavalos (Pirapora-Diamantina). João Duarte levava carne, sabão e material de consumo. Em troca, recebia pedras preciosas, sal, etc. O primeiro comércio localizava-se na rua Mandacaru.


Poesia sobre a história de Claro dos Poções e da Escola Estadual Amâncio Juvêncio da Fonseca
Autor desconhecido
Eu sou um moço falado,
O mundo todo eu conheço,
De tudo neste universo
Eu vi surgir do começo,
Coisa boa e coisa ruim
Sei de fora e pelo avesso.
Dando início à jornada
De riso, choro e canções,
Celebrando essa vida
Com o fervor das orações,
Licença peço pra entrar
Em vossos bons corações.
Aqui vai uma história,
De todas é a mais bela,
Contada com muita glória
Desde os tempos da capela,
Digna de ser representada
Em teatro e em tela.
É a história da minha escola
E da minha pequena cidade,
Que trago em versos rimados
E muitíssima sinceridade,
Com orgulho desgramado
E ímpar felicidade.
Entre as matas retorcidas
Atrás do gado fujão,
Tão famosos viajantes,
Boiadeiros desse meu sertão,
Conheceram grandes poções
Em meio a um imenso clarão.
Logo surgiu um povoado
De gente boa e sonhadora,
Que cultivando essa terra
Ganhou fama de trabalhadora,
Festejando desde cedo
A felicidade vindoura.
E dos poções do São Lamberto
E de muitos os clarões
Nasceu o distinto nome:
Claro dos Poções.
Em meados dos anos sessenta,
O lugarejo vira instituição,
Tendo um fazendeiro
A iniciativa da emancipação,
Com esforço se tornou prefeito
Lisbino Marcelino, o 1º eleito.
Este foi o inicio de minha cidade,
O da escola vou logo contar:
Foi na década de setenta
Que o povo deu de arranjar
Um colégio bem jeitoso
Pra criançada estudar.
Ensino fundamental e médio
Mais professores excelentes
Fez a fama da escola
Maior que de viola e repente.
Primeiro levou nome da cidade
Mais tarde, de parente.
Amâncio Juvêncio da Fonseca
Foi o nome escolhido,
Nome de um bom cidadão
Na cidade nascido,
Essa é a grande homenagem
Do povo ao falecido.
A cidade e a escola
Tem há tempos parceria,
Pra fazer de empreitada
Incomensurável alegria
Como fez o centro esportivo
Para a nossa melhoria.
Na comunidade quem tem fama
É feijão, arroz com pequi,
Encanto de moça, choro de sanfona,
O canto do bem-te-vi,
A fé do povo que passa
E a cachoeira que tem por aqui.
Com nossa querida Amâncio
O povo vem se envolvendo,
Projetos interessantes
Nos vem acontecendo.
Viva a Escola do da gente
Na cidade que está crescendo!
Viva todos os diretores
Desde aquele que veio primeiro,
Os professores que vieram
Deste meu Brasil inteiro
Pra cultivar a alegria
Nesse nosso imenso canteiro!
Êta lugar de grandes artistas
Essa cidadezinha das gerais,
Povo que folga e dança
Nas belas peças teatrais
Que vem atraindo a lua
Pra brilhar em nossos quintais.
Em agosto é tradição
Desse povo muito fino
Homenagear o BOM JESUS
Numa festa pro divino,
Tem batizado e tem missa
E quem avisa é o sino.
A Amâncio festeja o junho gelado
Com o festival de quadrilha
Que vem gente de todo lado,
É uma gostosa guerrilha,
Pra fazer paço acertado
Que nem uivo de matilha.
Só que o mais belo festejo
É das duas instituições
Quando uma diz a outra
No calor das emoções,
Estes versos misturados
Às mais belas canções:
“Eu te vi e tu me viste
Tu me amaste e eu te amei,
Qual de nós amou primeiro
Nem tu sabes, nem eu sei.”
E agora vou ir embora
Porque já se avança à hora,
Se eu contar toda a história
Graça nunca mais vai ter
O que é mesmo interessante
Não é ouvir, é viver!
E eu não vou dizer adeus,
Adeus é pra quem deixa a vida,
é mesmo nessa que eu jogo,
De despedida deixo assim:
Até amanhã, até já, até logo!

Entrevistando quem fez e faz a história

Entrevista com Vitalina Maria Gonçalves (73 anos)

1. Conte como foi o início da comunidade.
R: O início foi com donos de gado. Eles chegavam aqui a procura de seus gados fujão, achavam um lugar bom com muita água e clarões.

2. Cite um evento marcante.
R: Termos de festas eu não me lembro bem, só mesmo da festa do algodão. Já um evento importante que lembro bem foi quando o povo de Claro dos Poções tornou-se município. Esse acontecimento foi o início do registro da nossa terra.

3. Como era o modo de viver antigamente?
R: Era simples, a maioria das pessoas moravam na roça. Lá plantavam, faziam suas festanças, criavam os filhos. Vinham ao povoado somente para fazer a feira.

4. A senhora sente que a cidade mudou muito?
R: Mudou bastante, agora tem muitas coisas que antes não tinha.
A igreja mudou, a praça, as casas, os comércios, as pessoas mudaram (…)

Autores: alunos da E. E. Amâncio Juvêncio da Fonseca: Nayara Souto, Adriane Azevedo, Paula Carolina, Marcos Vinícius, Karen Jayne, Sammyla Ludmila

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