segunda-feira , 18 junho 2018
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Aos meus sabiás, com amor…

A adolescência pode ser a melhor ou a pior parte da vida de um ser Humano, depende em qual “ave” ele se transforma nesse período.

A maioria é sempre MARITACA (como diz o meu amigo Rubem Alves). “Andam sempre em bando e não se importam com a direção em que estão indo. Importam-se, sim, com o agito enquanto vão”. Estes são os que “curtem a vida”, aproveitam intensamente cada instante junto do bando. Fora dele uma “maritaca” é bizarra.

Outra espécie de adolescente é aquele que transforma-se em SABIÁ. Sabiás não andam em bando e nem fazem algazarras. São sempre solitários. Não vão aos bares, às festas e nem têm muitas histórias de beijos na boca. Sabiás são imensamente tristes. Porém não entendem eles a importância de se ser esse passarinho, nem eles e nem as “maritacas” diferenciam a adolescência ETÁRIA de adolescência OTÁRIA. E a diferença é grande!

Nas rodinhas nunca têm espaço para ELES. Não se importam muito com moda e os bandos não se importam com livros e notícias. Mas saibam que, enquanto as maritacas, pela baderna, mesmo sem querer são ouvidas, o mais belo canto é entoado pela ave solitária e todos calam para ouvi-la. A vocês que ainda estão no ninho, cantando para si, é o desejo desta que fez parte do ninho: que sejam eternamente SABIÁS! Descobrirão quão verdadeiro é o segredo contado em “o Pequeno Príncipe” por Saint-Exupéry: “só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos”! Eu descobri!

Aos meus sabiás todo o meu carinho!

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